A partir deste sábado, 1º de fevereiro, os motoristas brasileiros enfrentarão uma realidade desafiadora: o custo para abastecer os veículos aumentará consideravelmente. O novo cenário se deve, em grande parte, ao reajuste no preço do diesel implementado pela Petrobras e ao incremento no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que afeta diretamente o valor da gasolina, do etanol, do diesel e do biodiesel. Com a nova configuração de preços, será preciso desembolsar mais na hora de abastecer.
A Petrobras, em uma tentativa de equilibrar as contas e reduzir a defasagem de preços em relação ao mercado internacional, anunciou um aumento de R$ 0,22 por litro para o diesel, representando uma alta de 6,2%. Esta medida visa recompor uma diferença que atualmente chega a 17% quando comparada aos preços globais. Esse reajuste não é apenas mais um número; é uma realidade que pode afetar não apenas o bolso dos consumidores, mas também a economia como um todo.
Além do diesel, o ICMS, que é a principal fonte de receita tributária dos estados, também sofrerá alterações. A alíquota desse imposto aumentará em R$ 0,06, elevando seu valor de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro. Esta mudança se reflete nos preços que os consumidores verão ao encher o tanque.
Enquanto isso, os preços da gasolina e do etanol permanecem inalterados nas refinarias, apesar de apresentarem uma defasagem de aproximadamente 7% em relação ao mercado internacional. No entanto, o valor do ICMS sobre esses combustíveis também subirá, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro. Esse aumento pode provocar um impacto significativo no orçamento das famílias, especialmente em um momento em que o custo de vida está em alta.
O aumento no ICMS, estabelecido pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), é parte de um planejamento que visa garantir uma estrutura de preços mais estável. Desde o ano passado, as alíquotas de ICMS passaram a ser ajustadas anualmente com base nos preços médios coletados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Essa estratégia foi implementada para garantir que os preços reflitam as condições do mercado, embora possa trazer consequências financeiras para os consumidores.
Um aspecto curioso é que, enquanto os combustíveis frequentemente enfrentam alta, o gás de cozinha apresentará uma leve diminuição. A alíquota do ICMS deste produto cairá R$ 0,02, de R$ 1,41 para R$ 1,39 por quilo, um alívio em meio ao aumento geral. Esse ajuste é resultado da queda nos preços do botijão de gás ao longo do último ano, evidenciando que nem todos os produtos estão à mercê da alta.
Responsáveis pela definição do preço final dos combustíveis, as distribuidoras e postos de gasolina têm liberdade para estabelecer os valores que os consumidores enfrentarão. Portanto, mesmo que a Petrobras e a alíquota de ICMS influenciem os preços, a variação de preços também dependerá da dinâmica do mercado local. Isso significa que, em cada abastecimento, o consumidor poderá se deparar com preços diferentes, conforme os custos operacionais dos fornecedores.
Outra mudança relevante ocorre no setor de aviação: o querosene de aviação também terá um aumento significativo de 8% no preço, equivalente a R$ 0,31 por litro nas refinarias. Este combustível é especialmente sensível às cotações internacionais e, por isso, sua variação de preço é ajustada mensalmente. Desde o início de 2025, o querosene acumula uma alta de R$ 0,56 por litro, uma variação de 15,6%, após uma queda registrada em dezembro de 2022.
Essas mudanças refletem as complexidades do mercado de combustíveis e o impacto que a política de preços da Petrobras, junto com a estrutura tributária, possui em nossas vidas diárias. À medida que as tarifas aumentam, consumidores e empresários precisam se adaptar a essa nova realidade econômica, repensando seus hábitos de consumo e planejamento financeiro em busca de soluções para lidar com os desafios que se apresentam. A partir deste sábado, os motoristas não apenas abastecerão seus veículos, mas também enfrentarão um momento de conscientização sobre a importância de gerir os custos e o impacto deles no dia a dia.







