Em um caso que chocou a pequena cidade de Juti, no interior de Mato Grosso do Sul, Emiliana Mendes, uma idosa de 65 anos, foi brutalmente assassinada em um ato de violência doméstica que levantou alarmes sobre a crescente onda de feminicídios no Brasil. Neste último final de semana, a mulher foi morta por asfixia e, em um ato ainda mais hediondo, arrastada por cerca de 100 metros pelas ruas locais, um ataque que não só tirou a vida de uma pessoa, mas também feriu profundamente a comunidade, que se vê mais uma vez diante da tragédia da violência contra a mulher.
O principal suspeito, Vanderson dos Santos Carneiro, de 35 anos, foi detido na manhã desta segunda-feira, 24 de fevereiro, enquanto tentava fugir pela rodovia em direção a Caarapó. A Polícia Civil, alertada sobre a ocorrência, começou a investigar imediatamente após receber relatos de um corpo encontrado em uma quitinete situada no centro da cidade.
Nos primeiros momentos das investigações, as autoridades consideraram a possibilidade de suicídio ou morte natural, avaliações que foram rapidamente descartadas ao encontrarem indícios claros de um crime, como marcas e sinais que indicavam que Emiliana havia sido arrastada de fora para dentro do imóvel. A cena crime foi analisada minuciosamente, revelando detalhes que apontavam a intenção de Vanderson em ocultar seus atos e escapar da responsabilidade.
As investigações aprofundadas sugerem que o crime ocorreu em um intervalo entre a noite de domingo, 23, e a madrugada desta segunda-feira. A polícia, ao identificar Vanderson como o principal suspeito, acionou equipes de apoio na região de Caarapó, temendo que a estrada fosse uma possível rota de fuga do acusado. Durante as buscas, Vanderson foi localizado na rodovia, onde tentou enganar os agentes ao trocar de camiseta para despistar a polícia. No entanto, sua estratégia falhou e ele foi prontamente reconhecido e preso.
Em depoimento às autoridades, Vanderson confessou que asfixiou Emiliana após uma acalorada discussão em um terreno baldio. O relato sugere que, talvez em um momento de perda de controle, ele cometeu um ato de violência que terminou em uma tragédia irreversível. Após a morte, ele ainda teria arrastado o corpo da vítima até a quitinete, um ato que revela não apenas a brutalidade do ato, mas também a tentativa de ocultar a evidência de um crime hediondo. As motivações que levaram a essa confissão ainda estão sob a investigação da Polícia Civil, que se empenha em descobrir todos os detalhes que rodeiam essa atrocidade.
Este triste episódio marca o quinto feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul somente neste mês de fevereiro, um dado alarmante que chama atenção para a urgência em combater a violência contra a mulher. Apenas alguns dias antes, outro caso choca a comunidade: a empresária Mirieli Santos, de 26 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, Fausto Júnior Aparecido de Oliveira, de 31 anos, que permanece foragido. Esses eventos revelam uma crescente e preocupante tendência, que não só expõe a fragilidade da segurança das mulheres no Estado, como também destaca a necessidade de medidas eficazes para a prevenção e combate à violência de gênero.
As autoridades locais e a sociedade civil são chamadas a se unir em busca de soluções para um problema que já se tornou uma epidemia em diversas regiões do Brasil. O clamor por pautas relacionadas ao aumento de casos de feminicídio, a proteção das mulheres e a responsabilização dos agressores deve ser ouvido e levado a sério. A conscientização, a educação e políticas públicas eficazes são fundamentais para que tragédias como a de Emiliana Mendes não voltem a se repetir.
O caso está agora sob os cuidados da Polícia Civil, que segue apurando os detalhes e coletando informações adicionais para que a justiça seja feita e a memória de Emiliana não seja esquecida. A luta contra a violência doméstica é um caminho longo, e cada passo importa para garantir que as mulheres possam viver em segurança e dignidade.







