As danças paraguaias chegam a Dourados com uma programação que une ensino, memória cultural e apresentação artística. A coreógrafa e intérprete Ana Vieira promove uma oficina gratuita de Danças Paraguaias no dia 25 de outubro, das 14h às 18h, na Fadir/UFGD, e estreia o solo de dança “Um Quê de Paraguaia” nos dias 30 e 31 de outubro, às 20h, no Casulo – Espaço de Cultura e Arte.
Oficina de danças paraguaias: inscrições e objetivo
A oficina de danças paraguaias tem 40 vagas e é voltada para a comunidade local, com prioridade para a comunidade acadêmica da UFGD, mas aberta ao público em geral. As inscrições são feitas pelo WhatsApp (67) 99176-9741. A proposta é oferecer uma vivência prática com movimentos, ritmos e repertórios que fazem parte da tradição popular e das trocas culturais fronteiriças entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.
Metas pedagógicas e participação comunitária
O objetivo central da oficina é aprofundar o conhecimento sobre as formas de dança que integram a identidade regional. Ao promover um contato prático, os organizadores pretendem fortalecer o sentimento de pertencimento, orgulho cultural e a preservação das práticas tradicionais. A experiência prática é pensada para iniciantes e pessoas com alguma vivência em dança, buscando inclusão e compartilhamento de saberes.
Espetáculo “Um Quê de Paraguaia”
O solo “Um Quê de Paraguaia”, assinado por Ana Vieira com direção artística em parceria com o artista Erico Bispo, valoriza as danças paraguaias ao colocá-las em diálogo com a cena contemporânea. As apresentações nos dias 30 e 31 de outubro, às 20h, no Casulo – Espaço de Cultura e Arte, prometem traduzir em forma performática as influências culturais que circulam na fronteira.
Sobre a artista
Ana Vieira é graduada em Artes Cênicas e Dança e pós-graduada em Arte-Educação e Cultura Regional. Sua trajetória une formação técnica e interesse pela educação artística e pela pesquisa de tradição regional, o que embasa tanto a oficina quanto o espetáculo. A parceria na direção com Erico Bispo amplia a leitura cênica e contribui para a construção de um trabalho que dialoga com público diverso.
Importância cultural e trocas fronteiriças
As danças paraguaias fazem parte de um conjunto de manifestações culturais presentes na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Ao trazer uma oficina e um espetáculo sobre esse repertório, o projeto contribui para a preservação e difusão de práticas que, muitas vezes, circulam de forma oral e comunitária. A iniciativa reforça a dimensão educativa e simbólica da dança como instrumento de memória e identidade.
Além do aspecto artístico, ações como esta fomentam a reflexão sobre circulação cultural, hibridismo e os modos de manutenção de tradições em contextos urbanos. A oficina oferece um espaço para que participantes experimentem movimentos, ritmos e contextos dessas danças, enquanto o solo teatral as coloca em cena, ampliando o alcance e o reconhecimento da população.
Informações práticas
- Oficina: 25 de outubro, das 14h às 18h, na Fadir/UFGD. Vagas: 40. Inscrições via WhatsApp (67) 99176-9741.
- Espetáculo “Um Quê de Paraguaia”: 30 e 31 de outubro, às 20h, no Casulo – Espaço de Cultura e Arte.
- Prioridade de vagas: comunidade acadêmica da UFGD; abertas ao público geral.
Para interessados na oficina, recomenda-se inscrição antecipada devido ao número limitado de vagas. Participar da oficina e assistir ao solo é uma oportunidade tanto para quem já trabalha com dança quanto para quem deseja conhecer mais profundamente um aspecto fundamental da cultura regional.
Perspectivas
Projetos como este aproximam a população local das raízes culturais que atravessam fronteiras e promovem a circulação de conhecimento. A ênfase em danças paraguaias evidencia a importância de iniciativas que resgatam repertórios, ampliam diálogos culturais e oferecem formação prática. O resultado esperado é a valorização dos saberes tradicionais em ambientes formais de ensino e nas programações culturais da cidade, fazendo da dança um canal de educação, tradição e inclusão.







