Pesca subaquática no rio Sucuriú foi registrada pela Polícia Militar Ambiental (PMA) em Três Lagoas na noite do último sábado (11), quando dois homens foram flagrados realizando a prática de forma irregular e utilizando equipamentos luminosos proibidos.
A ação da PMA ocorreu na margem direita do Rio Sucuriú, a cerca de 325 quilômetros de Campo Grande, e resultou na lavratura de autos de infração ambiental e na apreensão dos equipamentos usados pelos autores. Segundo a equipe, os dois homens admitiram que sabiam da proibição do uso de iluminação durante a pesca noturna, mas seguiram com a atividade. Cada um foi multado em R$ 1.500,00 — totalizando R$ 3.000,00 em penalidades aplicadas.
O que é pesca subaquática e por que é fiscalizada
A pesca subaquática envolve a captura de peixes a partir do mergulho ou uso de equipamentos dentro da água. Quando combinada com iluminação noturna, a técnica pode aumentar a eficiência da captura e, por consequência, causar impacto direto sobre a fauna aquática. Por isso, práticas que utilizam luz artificial para atrair ou desorientar peixes, especialmente à noite, são vedadas pela legislação ambiental e alvo prioritário de fiscalização por órgãos como a PMA.
Condições do flagrante no Rio Sucuriú
No caso em Três Lagoas, a PMA relatou que os homens estavam mergulhando próximo à margem direita do rio e usavam equipamentos luminosos para facilitar a pesca. A equipe, ao perceber a infração, abordou os envolvidos, apreendeu as lanternas e demais materiais e registrou as infrações administrativas pertinentes. Os bens apreendidos foram encaminhados à sede da 3ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar Ambiental (3ª CIA/2º BPMA), em Três Lagoas.
Multas e medidas administrativas aplicadas
Foram lavrados autos de infração ambiental no valor de R$ 1.500,00 para cada um dos homens flagrados. Além do recolhimento dos equipamentos, a autuação tem caráter administrativo e visa coibir práticas que possam comprometer o equilíbrio do ecossistema aquático. A PMA tem competência para aplicar multas, apreender materiais e orientar sobre condutas legais relacionadas à pesca e ao uso sustentável dos recursos naturais.
Impactos ambientais da pesca noturna com luz
O uso de iluminação durante a pesca noturna pode atrair espécies, alterar comportamentos de reprodução e alimentação e facilitar a captura excessiva de peixes, reduzindo populações locais. Mesmo sem dados locais específicos no registro da ocorrência, especialistas em conservação alertam que técnicas predatórias e não regulamentadas aumentam o risco de desequilíbrio ecológico e prejuízos à biodiversidade dos rios.
Fiscalização permanente e como denunciar
A PMA reforça que as ações de fiscalização em rios e lagos de Mato Grosso do Sul ocorrem de forma permanente, com o objetivo de coibir atividades ilegais que possam comprometer o equilíbrio ambiental e a fauna aquática. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 190 ou diretamente com a Polícia Militar Ambiental. A participação da sociedade, por meio de informações e denúncias, é considerada fundamental para a proteção dos recursos hídricos e da vida aquática.
Orientações para praticantes de pesca
Para quem pratica pesca esportiva ou artesanal, a recomendação é observar as normas ambientais e os períodos de defeso, evitar o uso de equipamentos proibidos e informar-se sobre licenças e limitações locais. Respeitar a legislação contribui para a conservação das espécies e garante que a atividade possa ser praticada de forma sustentável pelas futuras gerações.
A ocorrência no Rio Sucuriú serve como alerta para que pescadores e frequentadores de rios estejam atentos às regras e às consequências de práticas proibidas. A atuação da PMA em Três Lagoas evidencia a vigilância contínua sobre áreas aquáticas e a aplicação de medidas administrativas quando necessário, com a finalidade de proteger o patrimônio natural do estado.







