Na manhã de quinta-feira, 23 de janeiro de 2025, um caso chocante trouxe à tona uma tragédia de violência e desamparo em Bataguassu. Uma bebê de apenas sete meses chegou sem vida à Santa Casa da cidade, e o exame de necropsia revelou um quadro alarmante de lesões e cicatrizes, levantando sérias preocupações sobre a proteção e os cuidados com as crianças na região.
De acordo com as investigações, a criança apresentava várias marcas visíveis de abusos anteriores. As primeiras informações do médico plantonista confirmaram a gravidade da situação: a bebê chegou ao hospital com rigidez cadavérica, o que indicava que já estava morta há várias horas, e suas extremidades estavam arroxeadas, um sinal claro de possíveis traumas contundentes. Esses achados iniciais já eram um indicativo de que a história por trás desse caso seria perturbadora.
A equipe da Delegacia de Atendimento à Mulher logo começou a apurar a situação. Durante as diligências, os policiais descobriram que a mãe da criança, identificada como J.S.S., 21 anos, tinha um histórico de abuso de substâncias, incluindo álcool e tabaco. Informações indicam que, na noite anterior à tragédia, a mãe havia consumido uma caixa de cerveja em companhia de sua mãe e de seu padrasto, um fato que desperta a reflexão sobre as condições de vida que a bebê estava sujeita.
O exame de necropsia revelou detalhes angustiantes: cicatrizes antigas na região abdominal, inguinal direita e nos joelhos foram identificadas, além de equimoses na região occipital da cabeça, sinais de que a bebê havia sido submetida a situações de violência anteriores. O laudo apontou também a presença de hemorragia subdural difusa, uma condição que ocorre quando há acúmulo de sangue entre o cérebro e o revestimento do crânio, e que associada a outras lesões, sugeriu uma asfixia mecânica devido a um traumatismo cranioencefálico, o que se tornaria a provável causa da morte da criança.
Diante do quadro alarmante, a mãe foi questionada sobre as lesões. Em seu depoimento, ela não conseguiu fornecer explicações coerentes e alegou que tinha dormido com a filha. Quando acordou, às 7h da manhã, a criança já estava sem vida. A fragilidade da explicação levantou mais perguntas sobre a situação que a bebê vivia em casa e a real condição de cuidado que recebia.
A Polícia Civil, ao realizar uma perícia no local, encontrou indícios de negligência e precariedade nas condições em que a bebê estava inserida. As evidências iniciais nos testemunhos, em combinação com os achados do exame, formaram um quadro que não apenas chocou a comunidade, mas também desafiou as autoridades a agir imediatamente para garantir a segurança de outras crianças em risco.
Como resultado das descobertas, a mãe da bebê foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos com resultado morte e enfrentará uma audiência de custódia. Este caso especialmente triste abre um debate urgente sobre a proteção de crianças vulneráveis e a necessidade de intervenções sociais contra a negligência que em muitos casos termina em tragédia.
Em um momento em que a sociedade deve se unir para proteger os mais vulneráveis, é imperativo que as autoridades trabalhem em conjunto para investigar profundamente as circunstâncias que levaram a esse trágico desfecho e para garantir que não haja mais nenhumas crianças vivendo sob tais condições desumanas. Que esta tragédia sirva de alerta para que todos se mobilizem em defesa da infância e da dignidade que toda criança merece.







