No último domingo, dia 26 de janeiro, uma mulher de 27 anos viveu momentos de terror durante um assalto na Aldeia Bororó, em Dourados. O incidente ocorreu nas proximidades de um mercado local e chocou a comunidade, levando o caso a ser registrado nesta terça-feira, dia 28, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foi classificado como roubo majorado pelo concurso de pessoas.
De acordo com o relato da vítima no boletim de ocorrência, ela havia acabado de fazer suas compras e estava se dirigindo para casa quando foi surpreendida por dois indivíduos com os rostos encobertos por camisas. Armados com um facão e uma foice, os assaltantes não apenas anunciaram o roubo, mas também impuseram medo ao gritar: “é assalto, passa tudo suas coisas”. Uma cena que, infelizmente, demonstra a crescente violência que assola a região, deixando os moradores apreensivos e inseguros.
Os criminosos imediatamente partiram para a ação, roubando a bicicleta da vítima, as compras que ela tinha acabado de fazer, além de sua bolsa, que continha R$ 200 em dinheiro e documentos pessoais, como a identidade. Em um momento de angustiante violência, um dos ladrões proferiu uma ameaça explícita: “Dá na cabeça dela”, enquanto a jovem, assustada e paralisada pelo medo, não teve como reagir. Essa ameaça se concretizou, e um dos assaltantes desferiu um golpe na cabeça da mulher com o facão, causando um corte significativo.
A situação deixou a mulher em estado de choque e ela caiu ao chão, enquanto os assaltantes fugiram em disparada, levando todos os seus pertences. A brutalidade do crime traz à tona questões importantes sobre a segurança pública na região e a sensação de vulnerabilidade que muitos cidadãos sentem atualmente.
Após o ataque, em um esforço admirável, a mulher conseguiu se deslocar até a casa da sua mãe, um ato que demonstrou sua força diante da adversidade. Ao chegar, ela pediu ajuda e foi imediatamente levada ao Hospital da Missão, onde recebeu os cuidados médicos necessários. Apesar do susto, a vítima está em recuperação, mas os traumas físicos e emocionais provocados pelo assalto podem levar muito tempo para serem superados.
As autoridades agora se encontram em alerta e em busca de informações que possam levar à captura dos criminosos que ainda permanecem foragidos. O caso ressalta a importância de reforçar medidas de segurança nas áreas urbanas e também alerta para a necessidade de proteção e apoio às vítimas de crimes violentos. O que aconteceu com esta jovem é um lembrete sombrio de que a violência pode atingir qualquer um a qualquer momento, e isso deve ser uma chamada à ação para a comunidade e para os órgãos responsáveis pela segurança pública.
O assalto na Aldeia Bororó não é um caso isolado. A população clama por mais segurança e a presença constante das forças policiais nas áreas comerciais e residenciais, a fim de garantir que tragédias como essa não se repitam. Iniciativas comunitárias e esforços conjuntos entre os cidadãos e as autoridades são essenciais para criar um ambiente mais seguro e acolhedor para todos. A situação atual evidencia que é urgente que as comunidades se unam para trabalhar em prol de um futuro onde cada um possa se sentir protegido e seguro em seu próprio bairro.
As investigações sobre o assalto continuam e a esperança é que os responsáveis sejam identificados e presos, trazendo um pouco de justiça para a vítima e sua família. A comunidade de Dourados e seus moradores estão ansiosos por respostas e por uma maior tranquilidade em suas vidas diárias.







