BOLETIM DENGUE FAZ A PRIMEIRA VÍTIMA DO ANO EM MATO GROSSO DO SUL

Dengue Registra Primeira Vítima de 2025 em Mato Grosso do Sul

A dengue, uma das doenças mais preocupantes do sistema de saúde pública, já fez sua primeira vítima em Mato Grosso do Sul neste ano. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na tarde desta sexta-feira, 7 de fevereiro, uma mulher de 76 anos, residente em Selvíria, no norte do estado, não conseguiu resistir à enfermidade. O caso, que estava sob investigação, foi notificado oficialmente em 11 de janeiro e seu óbito ocorreu apenas cinco dias depois, demonstrando a rapidez com que a dengue pode se agravar, mesmo em pacientes que não apresentavam comorbidades.

Desde o início de 2025, Mato Grosso do Sul já registrou alarmantes 1.621 casos prováveis de dengue, sendo que 554 desses casos foram confirmados até o momento. Este cenário acende um alerta sobre a necessidade de reforço nas ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, que é o principal transmissor da dengue, bem como de outras doenças como a chikungunya e a zika. A SES informou que, além da morte confirmada, também há duas mortes que estão em investigação, sinais de que a situação precisa ser monitorada com atenção.

Outro ponto preocupante é o aumento dos casos de chikungunya. Até agora, foram contabilizados 868 casos prováveis, com 64 confirmação, sendo que, felizmente, não há registros de mortes associadas a essa doença até o momento. Chikungunya e dengue compartilham do mesmo vetor, o que torna a conscientização da população uma ação crucial. Com a chegada do verão, o aumento das chuvas cria um ambiente perfeito para a reprodução do mosquito, elevando os riscos de infecções.

Diante dessa realidade, é fundamental que a população fique atenta e adote medidas preventivas para evitar a proliferação do vetor. O primeiro passo é se atentar a possíveis locais que acumulem água, como vasos de plantas, pneus, caixas d’água destampadas e recipientes que possam acumular água, eliminando possíveis criadouros. O uso de repelentes e a instalação de telas em janelas e portas também pode ajudar a manter os mosquitos afastados.

A SES recomenda que, ao apresentarem qualquer sintoma relacionado à dengue ou chikungunya, os cidadãos mantenham a calma, mas procurem imediatamente uma unidade de saúde. Os sintomas incluem febre alta, dores musculares, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. É essencial que a população busque atendimento médico e relatem toda a sua condição, além de não automedicar-se, pois certos medicamentos podem agravar a doença.

Profissionais de saúde em todo o estado estão preparados para realizar os testes e oferecer o tratamento adequado, contribuindo para o controle da doença e prevenção de novas infecções. O envolvimento da comunidade é vital; cada um deve assumir sua parte no combate à dengue. Além de denúncias de locais com acúmulo de água, a participação em campanhas de conscientização promovidas por órgãos de saúde pode fazer uma grande diferença.

O aumento dos casos de dengue e chikungunya, que têm se mostrado preocupantes, exige uma abordagem coletiva. Todos nós, como cidadãos, devemos agir ativamente na prevenção, não apenas para proteger a própria saúde, mas também para cuidar dos nossos vizinhos e da comunidade. O envolvimento de famílias, escolas e organizações locais pode fortalecer a resposta à epidemia e proporcionar um futuro mais seguro.

Concluindo, os dados recentes nos lembram da importância da vigilância permanente e do esforço conjunto na luta contra a dengue e suas variantes. É um cenário desafiador, mas com conscientização, educação e ações efetivas, podemos controlar a proliferação do mosquito. A luta contra a dengue e chikungunya é uma responsabilidade de todos, e somente através do esforço coletivo conseguiremos reverter essa situação e salvar vidas.

Fonte: Dourados News
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