Com a aproximação do período de volta às aulas em Mato Grosso do Sul, é fundamental que todos os pais e responsáveis estejam preparados para aumentar a segurança no transporte das crianças. As escolas públicas e particulares se preparam para receber os alunos, e como consequência, a circulação de veículos e pedestres nas ruas aumenta significativamente. Esse aumento não apenas eleva a quantidade de pessoas nas vias urbanas, mas também as chances de infrações de trânsito, incluindo situações de risco, como crianças sem os devidos dispositivos de segurança e estacionamento em locais proibidos.
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) está atento a essas mudanças e alerta para a importância de cuidados específicos na hora de transportar crianças. É crucial que os condutores compreendam a necessidade de respeitar as normas de segurança que garantem a proteção dos pequenos durante o trajeto até a escola. Quando se fala em segurança infantil no trânsito, cada detalhe conta e deve ser levado a sério.
Para crianças até 1 ano de idade, o uso do bebê-conforto é obrigatório. Esse dispositivo deve ser sempre fixado no banco traseiro do veículo, voltado para trás, com o intuito de proteger a cabeça e o pescoço da criança em caso de acidentes. Já para os pequenos de 1 a 4 anos, a legislação exige o uso de cadeirinhas, que também devem ser instaladas no banco traseiro, porém nesta fase, a criança deve estar voltada para a frente. Essa mudança é essencial, já que proporciona maior conforto e segurança enquanto a criança está no carro.
Crianças com idade entre 4 e 7 anos e meio precisam ser transportadas em assentos de elevação. Este tipo de dispositivo é vital para permitir o correto posicionamento do cinto de segurança de três pontos sobre o peito e quadris da criança, garantindo que a proteção seja eficaz durante a viagem. Para crianças de 7 anos e meio até 10 anos, já é possível utilizar o cinto de segurança convencional, desde que ele esteja ajustado de maneira adequada em relação ao corpo da criança. Importante frisar que os motoristas e responsáveis devem evitar parar em fila dupla, uma prática que compromete a segurança e a fluidez do trânsito.
Quando se trata do transporte em motocicletas, o cuidado deve ser redobrado. O uso do capacete adequado é indispensável, sendo necessário que ele esteja ajustado ao tamanho da cabeça da criança e que seja utilizado corretamente, com a viseira fechada e bem afivelado. A orientadora em Educação para o Trânsito do Detran-MS, Lidiana Freitas, destaca que a idade mínima para que uma criança possa ser transportada legalmente em motocicleta é de 10 anos, além de exigir que a criança tenha a altura suficiente para alcançar os pedais da moto. “Jamais deve-se transportar crianças entre dois adultos, pois isso coloca a vida delas em risco”, reforça Lidiana.
Além do transporte em veículos, muitas crianças caminham ou utilizam ônibus para chegar à escola. Nesse sentido, é essencial que os pais verifiquem a segurança do trajeto e ensinem as crianças sobre a importância de usar as calçadas e atravessar as ruas somente na faixa de pedestres. A educação no trânsito começa em casa e é responsabilidade de todos.
Por fim, os motoristas devem ser especialmente cautelosos nas proximidades das escolas. O trânsito é um espaço compartilhado por todos, incluindo as crianças, e a responsabilidade de garantir um ambiente seguro é coletiva. “Devemos ser sempre cuidadosos e estar preparados para agir em situações inesperadas”, finaliza Lidiana Freitas. A segurança no trânsito é um compromisso de todos, especialmente quando se trata das vidas mais preciosas que temos: nossas crianças. Portanto, que este retorno às aulas seja marcado pela conscientização e práticas seguras para todos.







