Golpe Imposto de Renda: site falso do Governo ameaça já

Golpe Imposto de Renda: site falso do Governo ameaça já

O golpe imposto de renda chegou a moradores de Campo Grande com mensagens que traziam nome, sobrenome e CPF verdadeiros das vítimas e direcionavam para um site falso que imitava um portal oficial do Governo.

Resumo do caso

Um número de WhatsApp enviou a uma moradora a notificação de supostas pendências na Dívida Ativa da União, apontando uma intimação fiscal referente ao Imposto de Renda de 2020. A mensagem oferecia negociação com descontos e ameaçava bloqueio de contas e suspensão de benefícios caso a pessoa não regularizasse a situação por meio do link indicado. A vítima informou que, na verdade, é isenta do IR e jamais declarou nesse ano, o que evidencia tratar-se de fraude.

Como funciona o golpe imposto de renda

O esquema combina engenharia social e páginas web falsas que reproduzem visualmente portais oficiais. Os golpistas utilizam dados pessoais (nome e CPF) — muitas vezes obtidos em vazamentos ou redes sociais — para dar verossimilhança à cobrança. A mensagem costuma:

  • Informar urgência e prazo final no mesmo dia;
  • Ameaçar consequências diretas (bloqueio de contas, restrições no mercado de crédito);
  • Oferecer desconto ou negociação imediata para induzir um pagamento;
  • Conter um link para um “portal” falso que solicita dados ou pagamento via PIX/QR.

Principais alertas apresentados na falsa intimação

  • Bloqueio de contas bancárias e cartões;
  • Suspensão de benefícios federais;
  • Multa automática elevada;
  • Impossibilidade de movimentar PIX, TED e DOC;
  • Impedimento para financiamentos e restrições em bases de crédito.

Como identificar um site ou mensagem falsa sobre Imposto de Renda

Para se proteger do golpe imposto de renda, verifique sempre os sinais abaixo antes de clicar em links ou enviar qualquer informação:

  • Remetente desconhecido ou número de celular: órgãos públicos raramente utilizam WhatsApp ou ligações audio para cobrança;
  • Erros de ortografia ou layout estranho no corpo da mensagem ou na página;
  • Links encurtados ou domínios que não correspondem a endereços oficiais (ex.: domínios diferentes de gov.br para serviços federais);
  • Solicitação de pagamento imediato via PIX/QR ou transferência para “regularizar” débito;
  • Ameaça de medidas extremas com prazo curtíssimo, usada para pressionar a vítima.

O que diz a Receita e procedimentos recomendados

A Receita Federal reforça que não realiza cobrança por telefone, mensagens SMS ou WhatsApp. Qualquer comunicação oficial relacionada a tributos geralmente ocorre por meio dos canais institucionais, como o portal e-CAC ou correspondência formal. Diante de suspeita de golpe imposto de renda, recomenda-se:

  • Não clicar no link recebido nem responder a mensagem;
  • Verificar a situação fiscal diretamente no site oficial da Receita ou no e-CAC, usando acesso seguro;
  • Checar extratos bancários antes de autorizar qualquer pagamento; desconfiar de pedidos por PIX/QR em mensagens;
  • Registrar boletim de ocorrência na delegacia eletrônica e comunicar a Receita sobre a tentativa de fraude;
  • Alterar senhas e ativar autenticação em dois fatores nas contas de e-mail e bancos se houver qualquer risco de exposição de dados.

Golpes semelhantes e prevenção contínua

Casos anteriores envolveram chamadas telefônicas que induziam vítimas a transferir valores via PIX ou escanear QR codes que geravam pagamentos automáticos. A melhor prevenção contra o golpe imposto de renda e fraudes similares é a verificação ativa: não confiar em mensagens alarmistas, usar apenas canais oficiais para consultas e manter dados pessoais protegidos.

Passos rápidos em caso de contato suspeito

  • Bloqueie e reporte o número no aplicativo de mensagens;
  • Não forneça dados pessoais, bancários ou códigos de autenticação;
  • Consulte sua situação fiscal pelo portal oficial e-CAC;
  • Faça um boletim de ocorrência e informe sua instituição financeira sobre a tentativa de golpe.

O golpe imposto de renda explora o medo de sanções imediatas e a credibilidade de elementos oficiais. A conscientização e a checagem independente das informações são as melhores defesas para evitar perdas e exposição de dados sensíveis.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Jornal Midiamax
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