Na última terça-feira, dia 28 de janeiro, a cidade de Dourados foi palco de um alarmante caso de fraude eletrônica que expõe as vulnerabilidades enfrentadas por aposentados e pensionistas. O incidente foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e envolveu uma moradora da zona rural, que se tornou alvo de criminosos que exploraram indevidamente seus dados pessoais após uma simples solicitação ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O drama teve início na manhã do dia 23 de janeiro, quando a aposentada decidiu contatar o INSS para solucionar uma questão sobre um desconto que considerava indevido em seu benefício. Na mesma tarde, uma ligação chegou até ela. Ao atender, a mulher foi surpreendida por uma pessoa que se apresentou como funcionária do INSS, informando que um estorno de R$ 1.500,00 havia sido autorizado e que já estava disponível para ser liberado.
A enganadora, ciente sobre a falta de familiaridade da vítima com tecnologias modernas, propôs uma solução que envolvia o uso de um QR Code enviado por WhatsApp. Induzida pela promessa de um estorno rápido, a aposentada, sem qualquer experiência prévia com aplicativos e dispositivos móveis, seguiu as instruções passadas, fornecendo os números gerados pelo código. O que parecia ser uma solução simples, rapidamente se transformou em um pesadelo.
Somente dias depois, ao entrar em contato com seu banco, a vítima teve um choque ao descobrir que sua conta bancária fora alvo de uma série de transações fraudulentas. Os criminosos não apenas conseguiram realizar empréstimos, totalizando R$ 13.918,55, mas também efetuaram saques e transferências via Pix, totalizando R$ 27.131,08, que foram direcionados a terceiros. Em um caso chocante, houve ainda uma tentativa de empréstimo no valor de R$ 21.875,94, que, felizmente, foi cancelada a tempo, mas não sem causar um grande estresse à vítima.
A aposentada relatou que os golpistas possuíam acesso a informações sensíveis, como seus dados bancários e telefônicos, levantando a grave suspeita de que a fraude estava diretamente ligada ao contato que fizera com o INSS. Esse aspecto torna o caso ainda mais preocupante, já que revela como os criminosos podem operar com tanta eficiência a partir de informações que, teoricamente, deveriam ser protegidas.
É fundamental que tanto instituições financeiras quanto órgãos públicos, como o INSS, intensifiquem suas ações de orientação e protejam seus usuários de fraudes cada vez mais sofisticadas. Os aposentados, muitas vezes, são mais vulneráveis a esse tipo de golpe, que se aproveita da falta de familiaridade com novas tecnologias e dos canais digitais.
A reclamação formal sobre o fraudulento contato foi realizada junto à polícia, que já está investigando o caso. Este incidente serve como um importante alerta para todos os cidadãos, especialmente aqueles que podem ser alvos fáceis para golpistas. A educação sobre segurança digital e a conscientização sobre práticas seguras no uso da internet estão se tornando cada vez mais essenciais.
Entre as recomendações básicas, destacam-se nunca compartilhar informações pessoais ou financeiras por telefone ou mensagem, especialmente quando a origem da comunicação não é clara. É sempre aconselhável entrar em contato direto com a instituição por meio de números oficiais e não responder a solicitações que parecerem suspeitas.
Diante do avanço da tecnologia e dos riscos associados, o episódio que afetou esta aposentada certamente não é isolado. O que se espera é que, a partir dessa investigação, medidas efetivas sejam implementadas para proteger os cidadãos e evitar que mais pessoas caiam em armadilhas semelhantes no futuro. A segurança dos dados deve ser uma prioridade, e as instituições devem agir para proporcionar mais tranquilidade a seus beneficiários.







