Na manhã da última sexta-feira, 21 de fevereiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a importância da expansão do Plano Safra como uma das principais medidas do governo federal para enfrentar a crescente inflação nos preços dos alimentos. Durante uma entrevista ao ICL Notícias, Haddad enfatizou que a iniciativa visa oferecer apoio contundente ao setor agropecuário por meio de linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas destinadas aos agricultores e produtores rurais.
O ministro apresentou uma visão otimista em relação ao futuro do agronegócio brasileiro, afirmando: “Vamos criar planos safras cada vez mais robustos, maiores e melhores.” Ele mencionou que o governo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para lançar um terceiro grande plano para maximizar a produção agrícola do país. Segundo Haddad, os recordes de produção alcançados em 2023 e 2024 são indicativos do potencial do Brasil, e a meta é repetir esse sucesso em 2025. “Assim que o orçamento for aprovado, estaremos prontos para apresentar o Plano Safra que suportará a próxima colheita”, completou.
Os desafios que o Brasil enfrenta, no entanto, são significativos. De acordo com Haddad, condições climáticas adversas, como secas e enchentes ocorridas em 2024, juntamente com a elevação das taxas de juros nos Estados Unidos que impactaram o valor do dólar, têm contribuído temerosamente para a inflação no país. “Essas questões precisam ser abordadas de maneira decisiva e urgente,” disse o ministro, indicando que o governo está ativamente buscando soluções para esses problemas.
Haddad destacou a expectativa de uma safra de grãos significativa e recorde para este ano, que deve contribuir para a redução dos preços dos alimentos. “As previsões indicam que, a partir do final deste mês e início de março, poderemos colher uma safra que, se não for a maior de todas, será uma das maiores na história do país. Isso nos permitirá não apenas assegurar o abastecimento interno, mas também continuar com as exportações em alta,” garantiu.
Esse panorama positivo, conforme Haddad, deve ser complementado pela recente queda do dólar, que, ao se ajustar a níveis mais alinhados com a economia brasileira, promete estabilizar os preços dos alimentos. “Com esse ajuste cambial e a safra que se aproxima, estamos confiantes de que conseguiremos estabilizar os preços de forma mais condizente com a realidade econômica do país,” afirmou.
Além das iniciativas do Plano Safra, Haddad também ressaltou a importância da diversificação das culturas agrícolas em diferentes regiões do Brasil, uma ação em andamento sob a orientação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Essa abordagem objetiva aumentar a produção de alimentos em várias partes do território nacional, mitigando a concentração excessiva de determinadas culturas em áreas específicas, como é o caso do arroz.
O ministro reforçou que a adaptação às mudanças climáticas é fundamental. “Estamos vivendo uma crise climática que requer uma atenção redobrada. Precisamos diversificar nossas culturas e espalhar a produção por diferentes estados para garantir que o Brasil continue a ser um grande produtor de alimentos e, ao mesmo tempo, se prepare para esses novos desafios,” enfatizou Haddad.
Além disso, o ministro fez uma crítica à morosidade do Congresso na aprovação do orçamento, afirmando que essa situação precisa ser resolvida rapidamente para que o governo possa manter o subsídio aos pequenos e médios produtores. A urgência é ainda mais evidente em face da elevada taxa de juros, que tem um impacto direto na capacidade de financiamento dessas iniciativas. “Estamos buscando respaldo técnico e legal junto ao Tribunal de Contas da União para garantir a continuidade das linhas de crédito do Plano Safra 24/25. A aprovação do orçamento é essencial para que possamos honrar nosso compromisso com os produtores rurais,” explicou Haddad.
Finalizando sua fala, o ministro expressou otimismo em relação à aprovação do orçamento, acreditando que um orçamento equilibrado promoverá, no médio prazo, uma redução nas taxas de juros. “Buscamos assegurar que as políticas públicas não penalizem a população que depende do Estado, especialmente aqueles que estão na linha de frente da produção de alimentos. Nossa meta é garantir alimentos acessíveis e de qualidade para todos os brasileiros,” concluiu Fernandes Haddad, deixando um recado de esperança e comprometimento com o aprimoramento do setor rural no Brasil.







