Intoxicação por metanol: quatro casos seguem estáveis em MS

Intoxicação por metanol: quatro casos seguem estáveis em MS

A intoxicação por metanol mantém-se estável em Mato Grosso do Sul, com quatro casos suspeitos registrados em Campo Grande, segundo boletim atualizado pelo Ministério da Saúde. Nos últimos três dias não houve aumento nas notificações no estado, indicando estabilidade no monitoramento local.

Situação em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, as quatro suspeitas de intoxicação por metanol são todas de Campo Grande. Além disso, outros sete casos foram descartados pelas equipes de vigilância: um em Caarapó, dois em Campo Grande, um em Dourados, um em Ladário, um em Rio Brilhante e um em Sidrolândia. As autoridades estaduais acompanham o trabalho das equipes de saúde para confirmação laboratorial e investigação epidemiológica.

Óbito em investigação e ações das autoridades

O Ministério da Saúde informou que apura se um óbito ocorrido no Hospital Regional de Campo Grande, na semana passada, tem relação com possível contaminação por metanol. Enquanto a investigação segue, os órgãos de saúde reforçam orientações para que casos suspeitos sejam notificados imediatamente e que amostras de bebida e materiais clínicos sejam colectados para análise.

Contexto nacional: números e alcance

No âmbito nacional, até a última atualização havia 32 casos confirmados de intoxicação por metanol — 28 em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Outros 181 casos seguiam sob investigação e 320 foram descartados. Entre as mortes confirmadas estão registros em Osasco, São Bernardo do Campo e três na capital paulista. O monitoramento nacional tem sido atualizado periodicamente pelo Ministério da Saúde.

O que é metanol e por que é perigoso

O metanol é um álcool simples, altamente tóxico para o organismo humano, que costuma ser usado industrialmente como solvente e combustível. Quando ingerido — frequentemente em bebidas destiladas adulteradas — o metanol é metabolizado em compostos que afetam o sistema nervoso central e podem causar cegueira, insuficiência orgânica e morte. A contaminação por metanol costuma ocorrer quando há adição ilegal da substância a bebidas alcoólicas para elevar o teor alcoólico ou reduzir custos de produção.

Sintomas e orientações à população

Os sinais mais comuns de intoxicação por metanol incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, visão turva ou perda da visão, dor de cabeça intensa, confusão e sonolência. Esses sintomas podem demorar horas ou dias para aparecer após a ingestão. Em caso de suspeita de exposição, as recomendações são: procurar imediatamente atendimento médico de urgência, levar embalagem ou amostra da bebida consumida, informar profissionais de saúde sobre a possível ingestão e não realizar procedimentos caseiros (como induzir vômito) sem orientação médica.

Medidas de vigilância e prevenção

As autoridades de saúde têm reforçado a fiscalização de pontos de venda e a apreensão de bebidas suspeitas. Campanhas de alerta à população também são recomendadas: adquirir bebidas em estabelecimentos confiáveis, evitar compra de bebidas sem procedência e compartilhar informações oficiais sobre riscos. Profissionais de saúde devem suspeitar de intoxicação por metanol em casos de sintomas neurológicos e visuais associados ao consumo de bebidas destiladas.

Próximos passos no monitoramento

O Ministério da Saúde informa que novas atualizações do monitoramento nacional serão divulgadas periodicamente. Enquanto isso, equipes de vigilância epidemiológica estaduais e municipais seguem com investigações, coletas para exames laboratoriais e orientações às unidades de saúde. A recomendação às famílias é redobrar a atenção e comunicar imediatamente qualquer caso suspeito às autoridades de saúde locais.

Esta cobertura resume os dados e orientações oficiais disponíveis até a data do último boletim. Para dúvidas relacionadas à saúde, procure atendimento médico ou a vigilância sanitária local.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Dourados Agora
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