Na manhã desta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, Dourados registrou uma tragédia que deixou a comunidade em estado de choque. Karina Corim, de 29 anos, não sobreviveu aos ferimentos graves após ser baleada na cabeça por seu ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos. O crime ocorreu em sua loja, localizada na Avenida XV de Novembro em Caarapó, no último sábado, 1º de fevereiro.
Esse incidente brutal resultou na morte de três pessoas, gerando uma série de questionamentos sobre a violência doméstica e a proteção das vítimas. Aline Rodrigues, de 30 anos, uma cliente que estava na loja durante o ataque, também foi atingida pelos disparos e faleceu no Hospital da Vida no mesmo dia do crime. Aline, que buscava apenas realizar suas compras, se tornou mais uma vítima de um ato impulsivo e violento.
O ataque aconteceu por volta das 10h, quando Renan invadiu o estabelecimento armado e disparou contra Karina, que havia tomado a precaução de solicitar uma medida protetiva contra ele apenas um dia antes do trágico evento. O gesto da vítima evidencia a crescente preocupação com a segurança das mulheres que enfrentam relacionamentos abusivos, mas a pergunta que paira no ar é: até que ponto essas medidas são efetivas para garantir a proteção das vítimas?
Após cometer o crime, Renan ateou fogo à loja e se refugiou em um cômodo dos fundos, onde posteriormente se suicidou. Essa sequência de atos insanos denota uma espiral de violência que culminou em um desfecho trágico, levando não apenas à perda de duas vidas, mas também a um impacto profundo na comunidade local.
Karina foi socorrida e levada ao Hospital Beneficente São Mateus e, em seguida, transferida ao Hospital da Vida, onde continuou em estado gravíssimo. Infelizmente, após dias de luta, a jovem não conseguiu resistir e faleceu, aumentando a angústia e a incredulidade dos familiares e amigos que acompanhavam o seu estado.
As autoridades estão investigando o caso minuciosamente. De acordo com informações da Polícia Civil e de Ciro Jales, titular da delegacia de Caarapó, foram ouvidas duas testemunhas do atentado. O pai de Renan, que é policial militar e suposto proprietário da arma utilizada no crime, e outra pessoa estão colaborando com as investigações. Esses depoimentos são cruciais para entender os motivos que levaram Renan a cometer tal ato de violência.
É importante ressaltar que essa situação não é um caso isolado. Infelizmente, casos de violência doméstica são frequentes no Brasil, e a história de Karina é uma entre muitas que ressaltam a urgência de uma discussão aprofundada sobre o tema. Desde 2015, com a implementação da Lei do Feminicídio, houve um aumento na conscientização sobre a necessidade de proteger as mulheres. No entanto, os números ainda são alarmantes e exigem ações efetivas e contínuas.
Familiares de Karina e Aline clamam por Justiça e pela necessidade de um sistema que realmente proteja as vítimas de violência. Karina, que havia feito uso do mecanismo de proteção oferecido pela lei, representa um grito pela segurança de todas as mulheres que vivem sob o temor do agressor.
Esse caso nos convida a refletir sobre a vulnerabilidade das vítimas e a necessidade de um suporte mais robusto das instituições para assegurar que medidas de proteção não sejam apenas um papel, mas sim uma linha de defesa efetiva contra a violência. A comunidade de Dourados e o Brasil como um todo devem se unir para exigir mudanças que possam prevenir que tragédias similares voltem a ocorrer e garantir um futuro onde mulheres possam viver sem medo de seus ex-parceiros.







