Na tarde desta terça-feira, 11 de junho, o juiz Pedro Henrique Freitas de Paula decidiu converter a prisão em flagrante de João Vitor Rodrigues de Souza em prisão preventiva. A audiência de custódia ocorreu no Fórum de Dourados e trouxe à tona um caso alarmante de violência doméstica. João Vitor é acusado de agredir fisicamente seu enteado, um menino de apenas três anos, em um episódio que chocou a comunidade local.
A prisão do acusado aconteceu na noite anterior, quando ele foi detido em flagrante após a mãe da criança relatar à polícia que o garoto apresentava sinais de espancamento. Segundo informações, após o trabalho em uma clínica, a mulher voltou para casa e encontrou o menino com múltiplos hematomas, tanto no corpo quanto no rosto. A cena a confrontou com a cruel realidade de que seu filho podia ter sido vítima de um ato de violência perpetrado por alguém que deveria cuidar dele.
João Vitor, quando confrontado sobre as marcas visíveis no pequeno, tentou justificar sua atitude ao alegar que a criança teria se machucado ao cair. No entanto, suas explicações não convenceram a mãe do garoto, que, preocupada com o estado do filho, decidiu que o levaria à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber assistência médica. O acusado, percebendo a gravidade da situação, tentou impedir a saída da mulher, temendo que a ação resultasse na sua prisão, uma vez que ele estava monitorado por tornozeleira após ter deixado a carceragem há apenas três meses.
O desespero do acusado o levou a negociar com a mãe: ele permitiu que ela levasse a criança à UPA apenas após a mulher prometer que não o denunciaria. Durante este momento de tentativa de contenção de danos, João Vitor acabou confessando que agrediu o menor, mas minimizou a gravidade ao afirmar que as agressões se resumiam a palmadas, negando qualquer forma de violência mais severa.
Ao chegar à unidade de saúde, a mãe do menino, com os instintos protetores aflorados, acionou a Guarda Municipal, alertando sobre a situação e solicitando ajuda. Graças ao pronto atendimento da equipe de monitoramento, foi possível localizar João Vitor em sua residência na rua Haiti, no bairro João Paulo II. Quando os guardas municipais o abordaram, ele confirmou as agressões à criança, embora se esquivasse de fornecer detalhes sobre a natureza e a extensão dos atos.
A gravidade da situação resultou no encaminhamento do acusado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde ele foi autuado por lesão corporal grave, enquadrada no contexto de violência doméstica. O caso de João Vitor é emblemático e levanta questões fundamentais sobre a proteção dos mais vulneráveis em nossa sociedade, especialmente no que diz respeito à violência dentro do lar.
A decisão do juiz de manter o réu preso enquanto investigações continuam é um passo importante para a proteção da criança e para a reafirmação de que atos de violência, especialmente contra menores, não serão tolerados. O sistema judiciário tem um papel crucial em garantir que casos como este sejam tratados com a seriedade que merecem, almejando assim não apenas a justiça para a vítima, mas também a prevenção de futuros episódios de violência.
É imperativo que a sociedade se una em torno da defesa dos direitos das crianças e na luta contra a violência doméstica, promovendo um ambiente mais seguro e acolhedor para as futuras gerações. Além disso, este caso destaca a importância de programas de assistência e suporte às famílias para ajudar a evitar que situações de violência se agrave e causem danos irreparáveis a quem não tem como se defender. A proteção da infância deve ser uma prioridade coletiva, refletindo o compromisso de todos em oferecer um futuro sem violência e repleto de oportunidades.







