Na última segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025, um caso alarmante de maus-tratos envolvendo uma criança foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados. A denúncia foi realizada por um pai desesperado, de 32 anos, que levou sua filha de apenas 7 anos para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após descobrir larvas em sua cabeça. Esse caso levanta questões sérias sobre a saúde e o bem-estar infantil, além de destacar a importância de uma vigilância adequada na criação das crianças.
O pai, que foi casado por 12 anos com a mãe da menina, também de 32 anos, tem outros três filhos, incluindo um menino de 12 anos, um de 3 e um casal de gêmeos de 7 anos. As crianças estão sob a guarda da mãe, e o pai as visita nos finais de semana. O que deveria ser um momento de afeto familiar se transformou em um pesadelo para este pai, que, preocupado com a saúde da filha, observa há algum tempo que a menina vinha apresentando sinais de piolhos.
Com a intenção de cuidar da saúde da filha, o pai menciona que sempre realiza os tratamentos necessários durante o tempo em que está com ela, informando a mãe sobre a situação, na esperança de que haja uma colaboração mútua para procurar a melhor solução para o problema. No entanto, no último sábado, ao lavar o cabelo da menina, ele ficou horrorizado ao notar a presença de larvas no couro cabeludo. Essa descoberta o levou a agir rapidamente, levando a criança à UPA, onde foi feita a limpeza e a remoção dos parasitas.
Infelizmente, a situação não melhorou. Após retornar para casa, a criança continuou a sentir incômodos, o que obrigou o pai a retornar à unidade de saúde para uma segunda avaliação. Durante esse novo exame, a médica constatou que havia múltiplos pontos de infestação de larvas na cabeça da criança e decidiu, como medida necessária, raspar o cabelo da menina para tratar adequadamente a infestação.
Consciente da gravidade da situação e preocupado com a segurança e saúde de seus filhos, o pai imediatamente entrou em contato com o Conselho Tutelar. Juntamente com sua filha e um advogado, registrou a denúncia na delegacia, buscando garantir que as crianças fossem protegidas de qualquer forma de negligência. A denúncia levantou uma série de questões sobre as responsabilidades parentais e o dever de cuidar das crianças, ressaltando a importância de intervenções adequadas quando a saúde infantil está em risco.
A mãe da menina, ao tomar conhecimento da acusação, compareceu à Depac, onde se defendeu, alegando que esta foi a primeira vez que a filha apresentou esse problema. Ela afirmou que o ex-marido pode estar motivado por conflitos pessoais entre eles, insinuando que a denúncia poderia ser uma forma de vingança. Esse confronto entre os pais destaca a complexidade das dinâmicas familiares e como as disputas pessoais podem impactar negativamente o bem-estar das crianças.
O caso, que foi registrado formalmente como maus-tratos, será investigado pela polícia, que deverá apurar todas as circunstâncias envolvidas. Esse incidente não só coloca em evidência a importância de um ambiente saudável para as crianças, mas também a necessidade de cada pessoa assumir sua parte nas responsabilidades parentais e buscar ajuda profissional quando as situações fogem do controle.
Enquanto isso, a comunidade de Dourados aguarda desdobramentos sobre este caso que toca profundamente questões de saúde, segurança e a proteção das crianças. A esperança é que, independentemente do resultado da investigação, a situação sirva como um alerta para todos os pais sobre a absoluta necessidade de cuidado e atenção no acompanhamento das necessidades de saúde de seus filhos. É vital que mães e pais trabalhem juntos pelo bem-estar das crianças, assegurando seu desenvolvimento saudável e evitando que situações como essa se repitam no futuro.







