Homem preso no Paraguai encomendou a morte de pecuarista em MS.

Pecuarista que encomendou assassinato por dívida milionária é preso.

A troca de informações entre a Polícia Federal e a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai) culminou na prisão de Orlando Vendramini Neto, um pecuarista suspeito de orquestrar o assassinato de Valdereis Rodrigues de França, de 61 anos. Este desdobramento é parte de uma investigação mais ampla que revela as complexidades e os desafios enfrentados pelas autoridades no enfrentamento do crime organizado na região de fronteira.

A tragédia ocorreu no dia 5 de novembro do ano anterior, quando Valdereis foi brutalmente executado em Sete Quedas, uma localidade marcada pela tensão entre atividades legais e ilegais devido à sua proximidade com a fronteira. Vendramini, que era devedor de uma quantia exorbitante, equivalente a cerca de R$ 12 milhões, teria encomendado o crime em um momento de desespero, aprofundando ainda mais a crise de segurança na área.

Após o ato violento, Vendramini fugiu para o Paraguai, onde se tornou um foragido da justiça sul-mato-grossense. A investigação, conduzida pelos policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Dourados, desencadeou uma série de operações para capturar o mandante do assassinato. A eficiente colaboração entre as agências de segurança permitiu a coleta e o compartilhamento de informações cruciais que pavimentaram o caminho para a prisão de Vendramini.

O desdobramento da prisão aconteceu em um shopping na cidade paraguaia de Mariano Roque Alonso, perto de Assunção. Agentes da Senad, ao localizarem o pecuarista, imediatamente o entregaram à Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), assegurando que ele enfrentasse a justiça no Brasil. Este momento é emblemático da cooperação transnacional no combate ao crime e mostra como as autoridades estão cada vez mais unidas para lidar com as crescentes ameaças à segurança pública.

Para se ter uma ideia da gravidade do crime, Valdereis Rodrigues de França foi assassinado em plena luz do dia, um ato chocante que ocorreu enquanto ele dirigia sua Toyota Hilux pelas ruas centrais de Sete Quedas. O ataque foi meticulosamente planejado, com os assassinos utilizando uma motocicleta para se aproximar da vítima. Essa ousadia e brutalidade alarmaram a comunidade local, que já se mostrava preocupada com a escalada da violência na região.

A perícia realizada após o crime revelou a execução de disparos com munições de alto calibre, envolvendo o uso de uma arma 9mm. No local do crime, foram encontrados oito estojos de munição, indicativos de um embate letal e ordenado. Na sequência, as autoridades localizaram um veículo que se acreditava ter sido utilizado pelos criminosos, que foi encontrado incendiado, sugerindo uma tentativa de ocultação de evidências.

Diante das investigações atingindo um ponto crítico, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão nas residências de Orlando Vendramini, tanto em sua fazenda localizada na linha de fronteira quanto dentro do estado de São Paulo, em Adamantina. A operação, que contou com a colaboração de várias unidades policiais, teve como foco reunir provas substanciais sobre as atividades criminosas de Vendramini e seu envolvimento no assassinato.

Nas buscas, os investigadores fizeram descobertas alarmantes, incluindo uma extensa coleção de armas ilegais e equipamentos possivelmente usados por grupos de extermínio. A apreensão de mais de 10 armas de fogo, quase mil munições, drones e binóculos evidencia não apenas o potencial letal de Vendramini, mas também o nível de organização de sua operação.

Este caso serve como um lembrete contundente da batalha contínua que as autoridades enfrentam contra a criminalidade e a necessidade de colaboração entre diferentes países e agências. Cada detalhe revelado durante a investigação contribui para um panorama mais amplo de como o crime se entrelaça com a vida cotidiana nas regiões de fronteira, desafiando continuamente menos recursos e estratégias policiais. A luta por justiça e segurança continua, e a comunidade permanece alerta diante dos desafios que ainda têm pela frente.

Fonte: Dourados News
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