Na manhã de hoje, 24 de fevereiro de 2025, a Polícia Civil, através da Delegacia de Iguatemi, deu um importante passo na luta contra o contrabando de cigarros falsificados, cumprindo dois mandados de prisão com base em sentenças definitivas do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Essas prisões estão diretamente ligadas à Operação Nepsis, uma ampla investigação deflagrada pela Polícia Federal em 2018, cujo foco é desmantelar uma sofisticada rede criminosa que atua no contrabando de produtos provenientes do Paraguai.
Durante as diligências desta manhã, os policiais chegaram até a residência do suspeito A.P.A. (57 anos), onde efetivaram sua prisão. Ele foi condenado a uma pena de 5 anos e 4 meses em regime fechado, uma decisão que ressalta a seriedade das acusações a que ele responde. Após a prisão de A.P.A., a operação continuou e, em um segundo momento, os agentes prenderam A.M.L.J. (45 anos) em seu local de trabalho, onde cumpria uma sentença de 9 anos e 7 meses, também em regime fechado.
Ambos os detidos foram levados à Delegacia de Iguatemi, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário local. As ações de hoje são um reflexo do comprometimento das autoridades em combater o crime organizado, particularmente em uma área onde os impactos sociais e econômicos do contrabando são profundos e extensos.
A Operação Nepsis começou sua trajetória em novembro de 2018, a partir de investigações que datam de 2016. Naquela época, a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) descobriu que alguns de seus agentes estavam envolvidos em atividades ilícitas relacionadas ao contrabando de cigarros. As revelações iniciais acenderam um sinal de alerta e levaram a um esforço conjunto para investigar e capturar os responsáveis por essa rede criminosa.
O alcance da operação foi significativo, resultando em mandados de prisão que foram executados não apenas em Iguatemi, mas também em cidades vizinhas como Mundo Novo, Eldorado e Dourados. Além disso, as ações se estenderam a áreas mais distantes como Presidente Prudente e Presidente Epitácio, em São Paulo, e até Maringá, no Paraná. Essa abrangência geográfica destaca a complexidade da operação e o esforço coletivo das forças de segurança para erradicar esse tipo de crime, que não apenas fragiliza a economia local, mas também coloca em risco a saúde pública e a segurança da população.
A continuação das investigações e as prisões realizadas hoje são marcos importantes nessa batalha contínua contra o contrabando de cigarros. Com cada prisão, a Polícia Civil e a Polícia Federal enviam uma mensagem clara: o crime organizado não terá espaço para operar em nossa sociedade. Além da luta direta contra o contrabando, essas operações também têm um papel crucial na educação da população sobre os malefícios do consumo de produtos que não estão em conformidade com as leis e normativas fiscais.
Com a execução desse tipo de ação, as autoridades buscam não apenas a condenação dos envolvidos, mas a desarticulação completa de redes criminosas que exploram e prejudicam a sociedade. Diante da evolução do crime organizado, as forças policiais se adaptam e se fortalecem, utilizando as investigações e a tecnologia a seu favor para garantir que a justiça seja feita e que os responsáveis por esses crimes sejam punidos de maneira severa.
Assim, a Operação Nepsis permanece como um exemplo de como a cooperação entre diferentes esferas de governo e a diligência das autoridades podem fazer a diferença no combate ao crime. No futuro, espera-se que cada vez mais operações como essa sejam realizadas, contribuindo para um ambiente mais seguro e saudável para todos os cidadãos.







