A Prefeitura de Campo Grande anunciou recentemente um ajuste significativo no valor da tarifa de ônibus, que agora custará R$ 4,95. Essa decisão, comunicada na noite de quinta-feira (23), representa um aumento de 3,51% e segue uma determinação judicial que exigia a revisão dos preços do transporte público na capital de Mato Grosso do Sul.
A confirmação do novo valor foi realizada pela assessoria de comunicação da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos), que já havia adiantado que os cálculos para o reajuste estavam na fase final. Essa atualização ocorre em um contexto em que a população depende cada vez mais do transporte coletivo, principalmente em um momento em que a economia está sentindo os efeitos da inflação e do aumento dos custos de vida.
A reunião realizada na tarde de quinta-feira foi crucial para tomar a decisão acerca do reajuste. O Executivo Municipal foi formalmente intimado por um oficial de Justiça a cumprir a decisão judicial que determina a atualização das tarifas. Com isso, inicia-se o prazo de 15 dias para que a nova tarifa entre em vigor, uma exigência que foi impulsionada pelo Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo na cidade.
Vale ressaltar que o não cumprimento dessa determinação pode acarretar sérias consequências financeiras para o município, incluindo uma multa diária de R$ 50 mil, como solicitado pelo consórcio em ações judiciais anteriores. Esse cenário gera preocupações em diversas esferas, visto que qualquer encargo financeiro adicional pode impactar ainda mais a estrutura fiscal da cidade.
Na última quinta-feira (17), o Consórcio Guaicurus formalizou um pedido à Justiça pedindo urgência na intimação da prefeitura para que o reajuste da tarifa fosse realizado o quanto antes. O processo incluiu um pagamento de R$ 313,70, referente a diligências feitas para notificar o município sobre as decisões judiciais.
É importante destacar que a idade média dos ônibus em operação na cidade ultrapassa a média de cinco anos estipulada no contrato de concessão. Um laudo pericial autorizado revelou que, apesar das receitas milionárias geradas pelo consórcio, a quantidade de ônibus nas ruas tem diminuído, o que levanta questões sobre a qualidade e quantidade do serviço prestado à população.
Em janeiro de 2024, os passageiros enfrentaram uma série de dificuldades, incluindo superlotação, falta de acessibilidade e problemas estruturais nos veículos. Essas questões têm gerado descontentamento entre os usuários, que diariamente dependem do transporte público para se deslocar pela cidade.
O aumento da tarifa, portanto, vem em um momento delicado para muitos, especialmente considerando que a população já se encontra sobrecarregada por diversos custos adicionais, desde alimentação até moradia. O transporte coletivo, que deveria ser uma alternativa viável e acessível, revela-se uma fonte de preocupação constante para os cidadãos que utilizam o sistema diariamente.
Este reajuste nos preços não é apenas um número em um plano financeiro; ele reflete a realidade enfrentada por milhares de cidadãos que dependem do transporte público para suas atividades cotidianas. À medida que a cidade se adapta a essa nova realidade, espera-se que medidas efetivas sejam implementadas para garantir a qualidade do serviço prestado e atender às necessidades da população.
Os próximos dias serão cruciais para observar a dinâmica deste setor e como a administração municipal se posicionará em relação às necessidades de seus cidadãos, em busca de um transporte público que efetivamente atenda à demanda e garanta a qualidade desejada. O desafio está lançado, e a expectativa é de que mudanças sejam implementadas para garantir um transporte público que não apenas atenda à legislação, mas que também respeite e valorize cada passageiro.







