O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), teve um papel de destaque ao comandar o painel “O papel estratégico do Brasil na transição energética” no prestigiado Brazil Economic Forum Zurich 2025, realizado nesta quinta-feira (23) na Suíça. Em sua apresentação, Riedel não apenas enfatizou as ricas potencialidades de seu estado no contexto da transformadora agenda ambiental, mas também compartilhou iniciativas já em execução que visam estimular uma economia verde robusta. A ambição do estado é clara: alcançar a meta de se tornar carbono neutro até 2030.
Durante seu discurso, Riedel argumentou que a transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas um passo decisivo para o desenvolvimento econômico sustentável. “A transição energética tem consequência social direta no desenvolvimento econômico,” afirmou. Ele pontuou que essa transformação está intimamente ligada ao conceito mais amplo de desenvolvimento sustentável, trazendo benefícios econômicos à sociedade e aos empreendedores. O governador salientou que a adoção de fontes de energia renováveis não só ajuda na redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também fomenta melhores condições sociais, promovendo justiça social e um aumento na geração de empregos com salários mais elevados.
Riedel também destacou a importância de uma sociedade descarbonizada sob a perspectiva econômica, enfatizando que Mato Grosso do Sul tem investido 15% de sua receita corrente líquida em projetos que promovem a industrialização e competitividade, sempre com um olhar voltado para a sustentabilidade. Este investimento reflete um compromisso contínuo do governo estadual em trilhar um caminho sustentável e inovador.
A plateia, composta por autoridades e empresários de renome, foi receptiva às propostas de Riedel, que se posicionou como um líder visionário nesse cenário. “Mato Grosso do Sul e o Brasil são grandes exemplos de liderança nesse aspecto. Com R$ 100 bilhões em investimentos em plantas industriais, o estado tem como fio condutor a geração de energia através de biomassas e etanol de milho, além de energia proveniente dos complexos industriais de papel e celulose, que englobam 2 milhões de hectares de florestas plantadas. Estamos falando de iniciativas que se consolidam como usinas de captura de carbono, inseridas em uma economia circular,” argumentou o governador.
Um dos tópicos que Riedel não deixou de mencionar foi a Lei do Pantanal, que assegura a proteção desse rico bioma. Ele também anunciou com entusiasmo que, neste ano, o governo irá lançar o maior programa de serviços ambientais voltados para o Pantanal, que incluirá a remuneração a todos que atuam na defesa desse ecossistema, utilizando tanto recursos privados quanto públicos. “A preservação ambiental não é apenas uma questão legal, mas também uma estratégia de indução econômica que se estende além do que a legislação estipula,” acrescentou.
Ao se aproximar do fim de sua participação no fórum, Riedel fez um resumo impactante: Mato Grosso do Sul é o estado brasileiro que mais reduziu as emissões de gases de efeito estufa, especialmente dentro do agronegócio. A meta audaciosa de converter-se em um Estado Carbono Neutro até 2030 está no horizonte, tornando-se um modelo a ser seguido por outros estados e países. “Em 2025, Mato Grosso do Sul é esperado crescer 4,2% do PIB, enquanto continuamos a perseguir a erradicação da pobreza extrema,” concluiu Riedel, deixando claro que a economia sustentável deve ser parte integral de qualquer agenda de desenvolvimento.
O compromisso de Riedel com a sustentabilidade e a inovação é um chamariz não apenas para o Mato Grosso do Sul, mas para todo o Brasil, sinalizando que a transição para uma economia de baixo carbono é viável e necessária para um futuro próspero.







