A tarde de terça-feira, 28 de janeiro, trouxe mais uma reviravolta no caso que chocou a região de fronteira entre Brasil e Paraguai. Na Colônia Yukyro, localizada na zona rural de Capitán Bado, um jovem de apenas 20 anos, conhecido como Luis Miguel Portillo Pavón, foi preso sob suspeita de ser um dos envolvidos no sequestro-relâmpago do empresário brasileiro Carlos Eduardo Martins Assumpção. O crime ocorreu em 21 de dezembro de 2024, na Colônia Chaco’i, próximo a Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e as consequências ainda reverberam pela comunidade.
A captura de Luis Miguel foi realizada por agentes do Departamento Anti-sequestro da Polícia Nacional do Paraguai, conforme noticiado pelo respeitável veículo de comunicação ABC Color. Durante uma operação tática em um acampamento improvisado no sul do departamento de Amambay, Luis foi encontrado sem documentos de identidade e, inicialmente, apresentou-se apenas pelo primeiro nome. Contudo, sua verdadeira identidade foi rapidamente confirmada através de impressões digitais, permitindo que as autoridades avançassem na investigação e comunicassem a prisão à agente fiscal encarregada da área.
Esta detenção marca um desdobramento significativo no caso que já havia atraído atenção internacional. Luis é o terceiro suspeito preso em conexão com o sequestro, único feito que culminou com a liberação rápida do empresário após o pagamento de um resgate exorbitante. Na semana anterior à prisão de Luis, outros dois suspeitos foram capturados: Pedro Bernal Lezcano, de 38 anos, e Emilse Ramona Pavón, de 48 anos. A família de Carlos Eduardo foi forçada a desembolsar impressionantes 200 milhões de guaranis, o equivalente a cerca de R$ 150 mil, para garantir a libertação do empresário, que ocorreu em menos de cinco horas após a ação criminosa.
Informações contidas nas investigações revelam que Emilse teria desempenhado um papel crucial ao monitorar os movimentos de Carlos Eduardo antes do sequestro. Enquanto isso, seu irmão, Luis Fernando Pavón, permanece foragido e é apontado como responsável pela vigilância durante todo o cativeiro da vítima. O papel estratégico de cada um dos indivíduos envolvidos demonstra o planejamento meticuloso por trás do crime, levantando questões sobre a segurança na região e a colaboração entre criminosos.
A liderança de Pedro Bernal no esquema divulgado pelas autoridades designou-o como o responsável por negociar o resgate com a família do empresário, utilizando um celular encontrado em sua posse durante a prisão. Essa revelação destaca a audácia e a organização dos suspeitos, numa situação que expõe a vulnerabilidade de empresários e cidadãos na área da fronteira. As autoridades continuam a investigar e acreditam que até seis pessoas possam ter participado ativamente do sequestro, o que sugere uma rede criminosa mais ampla operando nas sombras dessa região.
O impacto e as consequências deste crime são imensos, não apenas para as vítimas, mas para toda a comunidade. A sensação de insegurança pode ter efeito desestabilizador em um local que já lida com uma série de desafios sociais e econômicos. O aumento de atividades criminosas, como sequestros e contrabando, exige uma resposta contundente das forças de segurança e um reforço nas estratégias de segurança pública.
É um momento crucial para as autoridades paraguaias e brasileiras alinharem esforços e intensificarem ações conjuntas, visando não apenas a captura dos envolvidos, mas também a prevenção de futuros delitos. A colaboração entre países é vital em regiões como esta, onde as fronteiras são porosas e os criminosos podem operar com relativa impunidade. Com o caso de Carlos Eduardo em mente, a esperança é que a justiça prevaleça e que a paz retorne, permitindo que a comunidade possa se reconstruir e seguir em frente.







