traficante transferido para presídio máximo no Paraguai

traficante transferido para presídio máximo no Paraguai

O traficante transferido para presídio foi levado, na tarde de 9 de outubro de 2025, à Penitenciária de Segurança Máxima de Emboscada, no Paraguai, em operação que mobilizou unidades de elite e transporte aéreo militar. A movimentação acontece após a divulgação de diálogos criptografados que associam o preso a ameaças contra autoridades e reforçam investigações sobre organizações de tráfico de fronteira.

Detalhes da transferência do traficante para presídio

A transferência do preso Alexandre Rodrigues Gomes ocorreu sob forte esquema de segurança. Militares especializados e grupos de elite da Polícia Nacional escoltaram o detido até o Aeroporto de Encarnación, onde ele embarcou em um avião da Força Aérea paraguaia. Posteriormente, o transporte aéreo pousou no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque, e Alexandre seguiu de carro até a Penitenciária de Segurança Máxima de Emboscada, na região metropolitana de Assunção.

A decisão judicial para encaminhar o traficante ao regime de segurança máxima foi tomada após a divulgação de mensagens que colocaram em evidência riscos à integridade de autoridades e ao próprio sistema prisional. O juiz especializado em crime organizado, Osmar David Legal Troche, determinou a transferência diante do novo quadro probatório apresentado pelo Ministério Público.

Motivos da transferência para presídio máximo

Entre os elementos que motivaram a mudança de unidade está a revelação de trocas de mensagens entre Alexandre e um pistoleiro de fronteira, nas quais o preso teria desejado a morte do promotor de Justiça Marcelo Pecci. Os diálogos, extraídos do sistema Sky ECC pela Europol, foram juntados às investigações e encaminhados ao Ministério Público do Paraguai meses atrás. Apesar de as conversas constarem no inquérito, Alexandre só passou a ser alvo de medidas mais restritivas após a ampla divulgação do conteúdo.

O promotor Marcelo Pecci, então coordenador da força-tarefa contra o crime organizado no Paraguai, especialmente na fronteira com Mato Grosso do Sul, foi assassinado em maio de 2022 em Cartagena, na Colômbia. Nos diálogos apreendidos, datados de dezenove meses antes do crime, Alexandre teria afirmado a um pistoleiro que “já havia passado da hora” do promotor ser morto. Essas mensagens integraram as provas analisadas pela promotoria no contexto das apurações.

Contexto e ligações com investigações maiores

O Ministério Público do Paraguai relaciona Alexandre e seu falecido irmão, conhecido como “Lalo” — filho do deputado Eulalio Gomes e morto por policiais paraguaios em agosto de 2024 em Pedro Juan Caballero — a organizações criminosas formadas por traficantes de fronteira. Entre esses grupos, há menções a Jarvis Gimenes Pavão, apelidado de “Barão da Droga”, atualmente custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, no Brasil.

Cópias das conversas extraídas do sistema criptografado foram anexadas às investigações da Operação Pavo Real II, que apura a ligação dos membros da família Gomes com esquemas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro coordenados por grandes traficantes fronteiriços. A inclusão das mensagens no inquérito fortaleceu os pedidos de medidas cautelares e a revisão do regime prisional do investigado.

Impacto da transferência nas investigações

A transferência do traficante para presídio de segurança máxima tem duplo objetivo: resguardar a ordem interna do sistema carcerário e proteger o andamento das investigações. Unidades de regime máximo oferecem monitoramento mais rígido e isolamento de comunicação, o que reduz o risco de que o preso mantenha contatos com redes criminosas enquanto os processos em curso apuram responsabilidades penais e financeiras.

Fontes judiciárias e do Ministério Público apontam que a movimentação também busca prevenir retaliações ou tentativas de facilitar ações externas a partir de dentro das prisões. A presença de provas digitais — como as mensagens extraídas pela Europol — vem se tornando central nos procedimentos contra organizações transnacionais, e a salvaguarda dos detentos envolvidos passa a ser um fator de segurança institucional.

Próximos passos e tramitação judicial

Com a transferência efetivada, as autoridades paraguaias seguem com a análise das provas e a instrução dos inquéritos relacionados à Operação Pavo Real II. A Procuradoria tem a possibilidade de ampliar pedidos de prisão preventiva, medidas cautelares financeiras e cooperação internacional, conforme o avanço das diligências e a identificação de outros envolvidos.

O caso permanece em investigação e poderá render novas decisões judiciais à medida que peritos confirmem a autenticidade das mensagens e se aprofundem as apurações sobre eventual participação na organização e em atos de violência contra agentes públicos. As autoridades reafirmam o compromisso de preservar a legalidade do processo e de assegurar os mecanismos necessários para a responsabilização dos envolvidos.

Resumo: O traficante transferido para presídio máximo no Paraguai, Alexandre Rodrigues Gomes, foi levado a Emboscada após divulgação de mensagens criptografadas que o associam a ameaças contra o promotor Marcelo Pecci. A medida foi determinada por um juiz especializado em crime organizado e integra as ações da Operação Pavo Real II, que investiga tráfico e lavagem de dinheiro na fronteira.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Dourados News
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