O traficante transferido Alexandre Rodrigues Gomes foi levado na tarde de 9 de outubro para a Penitenciária de Segurança Máxima de Emboscada, no Paraguai, em operação que envolveu escolta militar e deslocamento aéreo. A transferência atendeu a uma decisão judicial especializada no combate ao crime organizado, motivada pela divulgação de diálogos atribuídos ao preso que sugeriam ameaça ao promotor Marcelo Pecci.
Operação e logística da transferência do traficante transferido
Autoridades informaram que o preso foi escoltado por grupos de elite até o aeroporto de Encarnación, onde foi embarcado em aeronave da Força Aérea paraguaia. Do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque, Alexandre seguiu de carro até a penitenciária em Emboscada, na região metropolitana de Assunção, sob forte esquema de segurança. O procedimento visou reduzidos riscos a ataques ou tentativas de resgate durante o deslocamento.
Motivo da transferência e processos em andamento
A ordem para que o traficante transferido fosse encaminhado ao regime de segurança máxima foi proferida pelo juiz osmolar especializado em crimes organizados, após a divulgação de mensagens criptografadas atribuídas ao preso. Cópias dessas conversas foram anexadas às investigações relacionadas à Operação Pavo Real II, que apura supostas ligações entre familiares e associados de grandes traficantes fronteiriços e esquemas de tráfico e lavagem de dinheiro.
O material investigativo inclui diálogos extraídos de sistema criptografado por autoridades europeias e repassados às autoridades paraguaias. As mensagens, segundo fontes judiciais, contêm referências em que o investigado manifesta que já teria “passado da hora” do promotor ser morto — declarações que elevaram a avaliação de risco e motivaram a mudança de custódia.
Contexto judicial e segurança
A transferência para um presídio de segurança máxima segue prática adotada quando há indícios de que um custodiado representa risco à integridade de agentes públicos ou pode ser alvo de represálias dentro de unidades prisionais comuns. No caso do traficante transferido, a decisão levou em conta tanto as comunicações atribuídas a ele quanto a participação familiar em estruturas criminosas investigadas.
Ligação com organizações fronteiriças e investigação em curso
Autoridades ministeriais indicam que Alexandre e o irmão, conhecido como “Lalo”, teriam atuação junto a organizações criminosas formadas por grandes traficantes fronteiriços. Essas organizações são objeto de investigações que apuram tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Entre os alvos desses esquemas está um operador de grande porte atualmente custodiado em penitenciária federal do Brasil. As conexões entre nomes investigados foram incluídas nas apurações da Operação Pavo Real II.
Importante ressaltar que, apesar da menção nas conversas, até o momento o investigado não constava formalmente entre os suspeitos de ordenar o homicídio do promotor, conforme peças processuais consultadas pelas autoridades responsáveis pela investigação. A inclusão das mensagens, porém, reforçou a necessidade de medidas cautelares mais severas na custódia.
Impacto e consequências
A transferência do traficante transferido busca garantir a integridade do sistema penal e a segurança pública, reduzindo riscos de influências externas e potenciais ações violentas ligadas às redes criminosas que atuam na fronteira. Para o Poder Judiciário e para o Ministério Público, a mudança de regime carcerário também facilita o andamento de diligências e o isolamento do investigado enquanto são aprofundadas as apurações.
Próximos passos nas investigações
As investigações relacionadas às conversas criptografadas continuam em tramitação no âmbito da força-tarefa que combate o crime organizado. As autoridades seguem analisando as mensagens, cruzando informações financeiras e de movimentações territoriais para mapear a rede de atuação dos investigados. Eventuais novas diligências, pedidos de prisão ou indiciamentos dependerão do resultado desses exames e da análise das provas reunidas.
Resumo
A transferência do traficante transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima de Emboscada ocorreu em 9 de outubro, com escolta especializada e transporte aéreo, em razão da gravidade das comunicações descobertas e do risco identificado pelas autoridades. O caso integra investigações maiores sobre organizações fronteiriças e segue sob análise do Ministério Público e da Justiça especializada.







