TRUMP COMEÇA MANDATO COM 47% DE APROVAÇÃO, DIZ PESQUISA; 58% REPROVAM PERDÕES AO 6 DE JANEIRO

Trump inicia mandato com 47% de aprovação e 58% reprovam perdões a invasores do Capitólio

Uma pesquisa recente realizada pela Reuters/Ipsos revela que a aprovação ao governo de Donald Trump alcançou 47% entre os cidadãos americanos, logo após sua posse como presidente dos Estados Unidos. Os dados, apresentados nesta terça-feira (21), indicam um momento de expectativas e incertezas para o novo governo, que inicia seu mandato em um cenário político complexo. A pesquisa foi conduzida entre segunda-feira (20) e terça-feira (21) e entrevistou 1.077 adultos, com uma margem de erro de 4 pontos percentuais.

Embora a popularidade de Trump se mostre relativamente favorável, acima de seu desempenho em períodos anteriores de seu primeiro mandato, é importante notar que seu índice inicial de aprovação é inferior ao de seu antecessor, Joe Biden, que contava com 55% de aprovação em janeiro de 2021. Esse dado sugere um clima de divisão na opinião pública e ressalta os desafios que Trump enfrenta desde o início de sua administração.

Durante a pesquisa, os entrevistados foram questionados sobre suas opiniões em relação às primeiras ações do presidente, especialmente em relação à sua política de imigração. Os resultados mostram que a política de combate à imigração ilegal, defendida por Trump, parece ter encontrado apoio entre os eleitores. O apoio a essas medidas contrasta, no entanto, com a desaprovação significativa que a presidência enfrenta em relação a questões como os perdões relevantes ao ataque ao Capitólio.

Um dado significativo foi revelado: 58% dos entrevistados desaprovam os perdões que Trump concedeu a indivíduos condenados por crimes relacionados à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021. A invasão, que buscou interromper o processo de certificação da vitória de Biden, resultou em múltiplas acusações e em um episódio violento que deixou cinco mortos. Essa desaprovação destaca a sensibilidade do assunto e a preocupação da população com a responsabilidade do presidente em relação a ações que minam a democracia.

Além disso, somente 29% dos entrevistados exprime apoio a como Trump lida com a politização do sistema judicial. Desde o início de sua carreira política, Trump acusou seu sucessor de usar a Justiça para persegui-lo, criando um ambiente de instabilidade e polêmica nas esferas do governo e justiça.

Em termos de imigração, 46% dos entrevistados apoiam as iniciativas do novo presidente. A crise da imigração está nas pautas prioritárias de seu governo, que já anunciou medidas significativas, como a declaração de emergência na fronteira sul dos EUA. Essa declaração proporciona o alívio de recursos financeiros para a segurança e supervisão aumentada na faixa fronteiriça em relação ao México, com o intuito de retomar a construção de um muro. A administração também ampliou os poderes dos agentes de imigração federal para realizar detenções.

Entretanto, esse foco em políticas rigorosas de imigração não vem sem críticas. 58% dos entrevistados acreditam que os Estados Unidos devem restringir drasticamente as permissões de asilo para os imigrantes que estão esperando na fronteira. Ademais, um número considerável (16%) sugere que os EUA devem pressionar a Dinamarca para vender a Groenlândia, enquanto 29% apoiam um retorno ao controle do Canal do Panamá.

As políticas de Trump e suas ordens executivas, como a que encerra a cidadania automática para indivíduos nascidos nos EUA com pais em situação irregular, estão sob forte escrutínio. Essa ação pode ser contestada judicialmente por tocar em direitos que a Constituição americana assegura, levantando questionamentos sobre a assertividade da nova administração em áreas delicadas que envolvem direitos humanos.

Em meio a um cenário tumultuado e repleto de desafios, Donald Trump inicia mais um capítulo de sua presidência cercado de expectativas, desaprovações e uma base de apoio que ainda é oscilante. A resposta da população as suas ações, especialmente em temas sensíveis como imigração e justiça, será vital para moldar o futuro de sua administração e poderá impactar o panorama político do país nos próximos meses. O caminho à frente está formado por tensões políticas e um eleitorado atento às movimentações do presidente, prontamente disposto a julgar suas acciones.

Fonte: g1
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